Alcoolismo
Álcool, Geral Março 28th, 2008
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Drogas leves à venda no Centro Comercial Oita (Aveiro)
Cogumelos e Plantas Alucinógeno, Drogas em geral, Geral Março 27th, 2008
Proprietário garante que não comercializa nenhum produto proibido pela Lei.
O título ‘A Veneza de Portugal’ Aveiro pode muito bem acrescentar desde hoje o epíteto ‘A Amesterdão portuguesa’. A loja Cogumelo Mágico, inaugurada hoje, quinta-feira, no Centro Comercial Oita, e que se autodenomina “a tua loja de drogas legais”, é a primeira smart-shop a abrir na Europa fora das fronteiras holandesas, país onde a venda e consumo de drogas leves são tolerados pelas autoridades locais. A cidade holandesa de Amesterdão, onde existem centenas de espaços de comércio e consumo de drogas leves, as coffeshops, representa o expoente máximo dessa tolerância.
Erva sálvia pronta a ser fumada ou vendida em extractos para fazer chá, cactos cuja constituição natural contém mescalina (substância alucinogénica), kits para cultivo de cogumelos “mágicos” alucinogénicos, cápsulas de produtos naturais alucinogénicos e chá de erva ayahuasca, cujo consumo proporciona uma viagem também ela alucinogénia, são alguns dos produtos que podem ser adquiridos na Cogumelo Mágico.
Resguardo legal
“Esta loja não é uma coffeshop. É uma smart-shop”, diz Carlos Marabuto, proprietário daquele espaço comercial. A diferença, explica, “é que numa coffeshop os produtos podem ser consumidos no seu interior e numa smart-shop isso não acontece”. Para além disso Carlos Marabuto, garante, não comercializa drogas proibidas pela legislação portuguesa. “Vendemos apenas produtos de origem natural, que não estão na lista dos produtos proibidos, mas que contêm princípios químicos activos. Isso posso garantir eu e a minha advogada”, resguarda-se.
“É o caso da erva sálvia que é legal desde a plantação até à venda e consumo. É uma erva alucinogénica que pode ser fumada ou usada em chá através de concentrados com os quais, em doses de uma grama, já se consegue ter uma ‘trip’ alucinogénica”, diz, arrastando também para o vazio legal as cápsulas de produtos naturais e a erva ayahuasca cuja ingestão em forma de chá “pode dar uma ‘trip’ alucinogénica de cinco horas”.
Também no que diz respeito aos kits de cultivo dos cogumelos alucinogénicos, Carlos Marabuto não tem dúvidas: “Só depois de nascerem é que os cogumelos contém psilocibina e psilocina, as substâncias cuja livre circulação e venda não estão permitidas. O kit tem, entre outras coisas, as sementes, que não contêm essas substâncias, e que qualquer pessoa pode cultivar em casa”. Assim sendo, e “já que a venda de mescalina é proibida”, a Cogumelo Mágico “limita-se apenas a vender os cactos que contém essa substância mas que, vendidos por si sós, não são ilegais”.
Com o cacto, e em jeito de folheto de instruções, o consumidor leva para casa os passos necessários para desidratar a planta, que pode ser reduzida a ponto de se obter um produto com um “altíssimo teor de mescalina”.
Livros dedicados à produção de LSD ou ao cultivo de cannabis, de cogumelos e de cactos alucinogénicos fazem também parte da lista de produtos à venda na smart-shop do Centro Comercial Oita. Mortalhas, cachimbos e demais apetrechos para uso e manuseamento de drogas leves completam o menu.
“Qualidade garantida”
“A abertura desta casa pode dar início a uma mudança na maneira como as pessoas vêm as drogas em Portugal”, deseja Carlos Marabuto, consumidor de drogas leves “há uns anos”, que se regozija, “depois de muito trabalho”, com a licença passada pela Câmara Municipal de Aveiro que permitiu a abertura da “ervanária especializada de acesso interdito a menores de 18 anos”.
“Aqui todos os produtos, importados directamente da Holanda, têm qualidade garantida, ao contrário das drogas que por aí se consomem, adulteradas e sem controlo nenhum”, diz Carlos Marabuto: “Pelo menos plantando em casa uma pessoa sabe o que está a consumir”.
Hepatite C
Doenças, Geral, Saúde Março 27th, 2008
A hepatite C é uma doença viral do fígado causada pelo vírus da hepatite C (HCV). A hepatite C pode ser considerada a mais temida e perigosa de todas as hepatites virais, devido à inexistência de vacina e limitações do tratamento, e à sua alta tendência para a cronicidade que complica eventualmente em cirrose hepática mortal.O vírus da hepatite C é um flavivirus, um dos poucos dessa família (que inclui os vírus da dengue, febre amarela e Nilo ocidental) que não é transmitido por artrópodes. Este vírus tem um genoma de RNA simples de sentido positivo (é usado directamente como mRNA na síntese proteica). Reproduz-se no citoplasma e retículo endoplasmático, produzindo dez proteínas virais. Algumas destas proteínas inibem a apoptose (morte programada) da célula e outras inibem a acção do interferon. Tem envelope bilípidico e portanto não sobrevive a condições secas.
O vírus tem uma preferência forte (tropismo), em infectar os hepatócitos do fígado. Os sintomas da hepatite são pelo menos tanto devido à acção necessária do sistema imunitário como aos danos causados pelo vírus.
A transmissão é por infecção do sangue por sangue contaminado, como ocorre em transfusões (hoje praticamente impossível de ocorrer dado o rastreio sistemático de todos os dadores) e troca de agulhas infectadas, piercings e tatuagens em estabelecimentos que não esterilizam cuidadosamente todos os materiais (não só a agulha); pela actividade sexual (4%) e da mãe para o filho recém-nascido (4%). No entanto a mulher portadora pode amamentar. Existe uma alta percentagem (em torno de 30%) de casos em que não é possível identificar a origem da infecção.Em Portugal, todas as pessoas que, antes de 1992, se submeteram a intervenções cirúrgicas, que foram sujeitas a transfusões de sangue, e os ex-combatentes da Guerra do Ultramar devem pedir aos seus médicos de família o rastreio da hepatite C (o anti-VHC). É uma simples análise ao sangue..Hoje existe tratamento para a hepatite C. Embora ainda não se possa falar de cura definitiva (há necessidade de esperar pelos resultados finais dos estudos obrigacionais de longa duração em curso) as taxas de resposta mantida variam entre os 50 e os 60% de todos os doentes tratados.Ao contrário da hepatite B, o vírus da hepatite C não incorpora o genoma celular, permanecendo no citoplasma da célula hepática, pelo que o objectivo de cura completa com a eliminação do vírus C seja, em teoria, possível.O tratamento consiste numa injecção semanal de Interferão Peguilado junto com 4 a 6 comprimidos diários de ribavirina. A taxa de resposta ao tratamento varia de acordo com o genótipo do vírus (1, 2, 3, 4, 5 e 6). A taxa de resposta pode variar entre 54 e 63% no caso do genótipo 1 e 4, mais de 75% para o genótipo 3, e 80 a 95% dos casos para o genótipo 2. O tratamento dura entre 24 semanas (genótipo 2 e 3) e 48 semanas (genótipo 1 e 4). Estudos recentes levados a cabo indicam ser possível tratar os doentes genótipo 1 e 4 com baixas cargas virais em apenas 24 semanas e entre 12 a 16 semanas os doentes genótipo 2 e 3 caso consigam negativar a viremia a partir da semana 4 de tratamento, mas que ainda carecem de validação de estudos clínicos com um número maior de doentes.
Rastreios aumentam para combater a SIDA
Doenças, Geral, Saúde Março 27th, 2008
Numa data em que se poderá estar mais perto de obter uma vacina eficaz contra o vírus da Sida, o Centro de Aconselhamento e Detecção Precoce da Infecção pelo VIH/SIDA (CAD) do Barreiro continua a apostar na prevenção desta doença. Para 2008 está previsto levar à população dos concelhos vizinhos mais informação e despistes, na esperança de impedir a transmissão e a evolução da doença.
À semelhança de Setúbal e de Almada, também o Barreiro possui um Centro de Aconselhamento e Detecção Precoce da Infecção pelo VIH/SIDA (CAD), serviço que permite proceder ao rastreio, aconselhamento e apoio psicológico a pessoas portadoras do VIH (vírus da imunodeficiência humana). Com base numa parceria entre a Comissão Nacional de Luta Contra a SIDA (CNLCS) e o Centro de Saúde do Barreiro, o CAD do Barreiro encontra-se a funcionar na Unidade de Saúde Eça de Queirós há cerca de cinco anos, mas tem visto o número de pessoas a recorrer ao seu serviço decrescer.
Embora esta situação possa parecer “um bom sinal”, na opinião do director do Centro de Saúde do Barreiro, Francisco Gouveia, a actuação do CAD não pode parar, uma vez que “a doença continua a aparecer”. Com o apoio de uma carrinha móvel, previsto está em 2008, começar a proceder à acção deste serviço de “forma descentralizada”, nomeadamente nos concelhos da Moita, do Montijo e de Alcochete.
Com o alargamento desta intervenção, objectivo é proceder a uma “informação prévia da população”, bem como a “possíveis despistes” da doença. Partir para esta decisão prendeu-se com a tomada de consciência de que “é preciso ir à procura de muitas das pessoas que conviria rastrear, em vez de estar à espera que elas recorram ao serviço”.
