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Drogas

Geral, Prevenção, Saúde Março 28th, 2008

Definição da natureza das drogas psicoactivas
Uma droga psicoactiva é qualquer substância que altera o teu humor (por exemplo, que te torna feliz, triste, nervoso, eufórico, deprimido, excitado, etc.). Altera a tua percepção do ambiente externo (por exemplo, o tempo, a localização, as condições, etc), ou altera a tua percepção do ambiente interno (por exemplo, sonhos, imagens, alucinações, etc.). Por exemplo, após usares uma substância psicoactiva, podes sentir-te eufórico, estares inconsciente da passagem do tempo e podes focalizar-te em fantasias ou imagens. O uso destas substâncias pode originar sérios problemas, assim como levar-te a ter comportamentos que de forma consciente não desejavas, pelo que deves estar informado(a) e prevenires-te!

Depressores
Os depressores reduzem a estimulação fisiológica, reduzem a tensão psicológica e podem levar-te a relaxar. Há três tipos de depressores: o álcool, os barbitúricos e as benzodiazepinas. O efeito enaltecedor do álcool é devido ao facto dele actuar ao nível dos centros inibidores do cérebro, fazendo com que te tornes menos inibido e mais expansivo. No entanto, à medida que o nível de intoxicação aumenta, o efeito depressor torna-se mais difundido, reduzindo a actividade nas áreas do cérebro que são responsáveis pela estimulação. Nesta altura podes sentir-te sedado e com sono. Além destes efeitos, o consumo excessivo de álcool afecta a visão e o equilíbrio, para além de reduzir o controle muscular, de forma que a fala torna-se enrolada e a coordenação motora reduzida. A concentração e a capacidade de julgamento também são afectadas, pelo que do ponto de vista pessoal e social podes ter atitudes que vão contra os teus valores.
Os barbitúricos, que são tranquilizantes, reduzem a estimulação. Em consumos ligeiros, os barbitúricos provocam relaxamento, a sensação de “cabeça leve” e uma diminuição da capacidade motora. Em consumos elevados provocam fala enrolada, diminuição da coordenação motora, ligeira euforia e sono. Estas substâncias são rapidamente absorvidas pelo fluxo sanguíneo a partir do sistema digestivo e passam depois muito rapidamente para o cérebro, local onde exercem os seus efeitos.
O uso prolongado e incorrecto de barbitúricos pode resultar em graves sintomas de abstinência. Os sintomas incluem habitualmente tensão, tremores, perda de controle motor, náusea, delírio, alucinações visuais e auditivas.
Um problema muito sério associado ao consumo e barbitúricos é a morte devida a overdose acidental. A possibilidade de ocorrer uma overdose e a morte é maior quando os barbitúricos são tomados com álcool, uma vez que os dois depressores “trabalham” juntos para suprimir a respiração. As benzodiazepinas são a última geração de tranquilizantes, são habitualmente utilizadas para reduzir tensões diárias e auxiliar o sono.
Os barbitúricos e as benzodiazepinas são bastante semelhantes em vários aspectos, mas os barbitúricos são mais poderosos e tendem a ser usados de forma incorrecta e a resultar em dependência.

Narcóticos
O termo “narcótico” é frequentemente usado para referir drogas ilegais, mas tecnicamente refere-se a uma classe específica de drogas derivadas do ópio. Os narcóticos exercem o efeito de entorpecer os sentidos e produzir um estado semelhante ao sono. No entanto, o consumo de doses altas pode causar um grau prolongado de relaxamento que pode levar à paragem respiratória e, como consequência, à morte.
Os narcóticos incluem o ópio, a morfina e a heroína. O ópio é a seiva da planta papoula, e o nome “opium” tem origem grega, cujo significado é “seiva”. Um dos usos mais notórios ocorreu nas casas de ópio chinesas, onde era fumado em cachimbos e os fumantes permaneciam dias num estado de relaxamento.
A morfina é uma das substâncias activas do ópio. É dele extraída e usada como uma droga em si mesma. A morfina é dissolvida em líquido e injectada de seguida na corrente sanguínea. Depois de um breve “high” ela proporciona um estado leve de relaxamento.
O nome “morfina” vem de Morfeu, o deus grego do sono. A morfina e outros narcóticos causam sensações de sonolência, mas, ao contrário dos depressores, na realidade não aumentam o sono e podem mesmo reduzi-lo.
A codeína é outra susbtância activa, porém menos poderosa que o ópio, a qual é utilizada sozinha. É amplamente usada como analgésico e encontrada em vários medicamentos para a dor e a tosse. A heroína é também um derivado do ópio, mas é uma droga semi-sintética. O nome heroína foi derivado de uma palavra em alemão significando “poder concentrado”, o que de facto tem.
A heroína é em geral usada em forma de pó, misturada com tabaco e fumada, inalada directamente pela narinas ou dissolvida e injectada directamente nas veias. A heroína pode causar um “high” que os consumidores dizem ser semelhante a um orgasmo sexual, que dura aproximadamente 60 segundos e é seguido por um período de quatro a seis horas de um género de entorpecimento.
O uso prolongado de narcóticos conduz à dependência e a graves problemas de abstinência. O processo de abstinência pode ser doloroso e violento, habitualmente existe uma inquietação geral, calafrios, sudação, dificuldade em respirar, entre outros. Pode ainda existir uma perda de controle motor, tiques nervosos, tremores, cãimbras musculares dolorosas, diarreia, vómito e suor. Além da abstinência, o uso de opiáceos, em particular da heroína, pode ser extremamente perigoso, tanto a nível físico como a nível psicológico. A consequência física mais extrema do uso de heroína é a morte.

Estimulantes
Os estimulantes provocam estados de euforia que são geralmente referidos como “highs“. Provocam estes efeitos porque aumentam os níveis de determinados neurotransmissores e, desta forma, aumentam o nível de actividade neurológica do sistema límbico, um sistema que é responsável pelo prazer.
Os dois estimulantes mais poderosos são as anfetaminas e a cocaína, mas também poderiam incluír a cafeína e a nicotina.
As anfetaminas são habitualmente tomadas oralmente, resultando dessa toma sentimentos de bem estar, alegria, vigor e redução de fadiga. Porque as anfetaminas são absorvidas lentamente a partir do sistema digestivo quando são tomadas por via oral, os efeitos surgem lentamente mas duram entre três a seis horas.
O uso prolongado de anfetaminas conduz a sintomas de abstinência como a depressão, abatimento e fadiga. Além dos problemas de abstinência, o uso destas substâncias apresenta três consequências sérias. Em doses elevadas podem provocar a rotura de veias no cérebro (devido a aumento drástico da pressão sanguínea), provocando danos cerebrais e consequentemente a morte. Em doses elevadas podem provocar psicoses por anfetaminas (transtornos mentais). O efeito de altos níveis de anfetaminas pode fazer com que as pessoas se tornem perigosas para si próprias e para os outros (suícida/homicida). A cocaína é o outro estimulante frequentemente utilizado. Os efeitos da cocaína sobre o humor são semelhantes aos das anfetaminas, todavia, são mais intensos. A cocaína causa um intenso “high” caracterizado por sentimentos de animação, energia, bem-estar, autoconfiança “estar no topo do mundo”.
Uma vez dependentes, os consumidores farão qualquer coisa para obter cocaína e estima-se que uma percentagem de crimes violentos estão associados a esta droga. Além da dependência e da depressão, há estudos que indicam que em algumas pessoas o uso da cocaína pode induzir uma psicose que geralmente envolve delírios paranóides.
O uso da cocaína pode induzir graves riscos médicos, pois pode bloquear a condução de impulsos nervosos, o que pode ser fatal. Um outro problema associado à inalação da cocaína, é o dano severo nas mucosas nasais. A cafeína é o estimulante mais forte de um determinado grupo de drogas, denominado metilxantinas. A cafeína existe habitualmente no café e no chá e também é acrescentada muitas vezes em refrigerantes e em alguns medicamentos.
A cafeína no café e no chá é prontamente absorvida pelo sistema digestivo e atinge níveis sanguíneos máximos em 30 a 60 minutos. A ingestão de altos níveis de cafeína (500 a 800mg diários) resulta em agitação, tensão, irritabilidade, insónia, perda de apetite, frequência cardíaca aumentada, dores de cabeça, etc.
Em resumo, resulta nos sintomas de uma perturbação da ansiedade, os sintomas de abstinência ocorrem em pessoas que bebem cerca de cinco chávenas por dia. Os sintomas são. em geral, tensão, agitação motora e tremores musculares.
A nicotina é derivada do tabaco e a maioria das pessoas obtém a nicotina a partir do cigarro. As pessoas que fumam, fazem-no muitas vezes para aumentar a sua estimulação (depois de uma refeição ou durante uma pausa) e também quando estão tensas e desejam reduzir a ansiedade (durante períodos de stress).
A estimulação produzida pela nicotina resulta em tremores musculares, aumento da frequência cardíaca, aumento da pressão sanguínea e contrações das veias da pele.
Os sintomas de abstinência incluem irritabilidade, incapacidade de concentração, tonturas, náusea, tremores musculares, dores de cabeça, insónia e um aumento do apetite. Os sintomas de abstinência geralmente duram menos de seis meses, mas em algumas pessoas podem persistir por anos.

Alucinógeneos
O efeito dos alucinógenos é distorcer experiências sensoriais, ou seja, distorcer a realidade. Enquanto a pessoa está sob o efeito de alucinógenos, o que vê ou ouve é alterado, mudado ou deformado de modo a parecer diferente. Tais distorções podem ser chamadas de alucinações (experiências de percepção que não têm uma base na realidade), daí o termo alucinógeno.
Alguns alucinógeneos são o cannabis (porque altera experiências sensoriais e cognitivas), o LSD e a mescalina.
Cannabis, maconha, haxixe e hash oil, todos vêm do cãnhamo cannabis sativa, o nome para a droga cannabis é subjacente. Maconha é simplesmente as folhas secas da planta cannabis, e é a forma mais comum na qual é usada. Habitualmente é fumado. A cannabis pode afectar o humor, experiências sensoriais e o funcionamento cognitivo, mas os seus efeitos variam de pessoa para pessoa. O “high” obtido do cannabis envolve sentimentos de euforia ligeira e sentimentos de alegria. Durante o “high” tudo parece engraçado. A cannabis geralmente proporciona uma mudança de humor positiva, mas, às vezes, resulta em depressão ou experiências negativas.
As controvérsias sobre os benefícios e os perigos do consumo da cannabis têm sido numerosas. Alguns investigadores alegam que quando é usada com moderação é um relaxante eficaz e seguro e que as suas consequências são inferiores às do alcoolismo e dos tranquilizantes. Outros investigadores alegam que o uso da cannabis conduz a um aumento da violência, uso de drogas mais “perigosas” e redução geral da motivação.
LSD e Mescalina vêm de fontes diferentes e apresentam modos de acção diferentes. Os efeitos da droga, de qualquer droga, variam de pessoa para pessoa. No entanto, habitualmente resultam em períodos de experiências sensoriais dramaticamente transformadas. As cores ficam mais brilhantes, os sons ficam mais intensos e as formas frequentemente parecem distorcidas.
As “viagens” em geral duram entre quatro a oito horas. As mudanças na percepção e nos sentimentos podem variar muito de pessoa para pessoa, ou seja, se as percepções “mudadas” ou distorcidas são agradáveis, as “viagens” podem ser agradáveis, se as percepções “mudadas” são desagradáveis, este tipo de experiência pode se traumática, colocando o indivíduo em perigo de vida. Exemplo, jovens que pensaram que tinham poderes sobrenaturais e saltaram de edifícios ou pontes.
Os alucinógenos são tomados oralmente, depois de absorvidos pelo sistema digestivo, chegam ao cérebro através da corrente sanguínea. O uso do LSD e da mescalina apresentam diversas consequências negativas.

Se te encontras com dúvidas relativamente ao consumo de substâncias ou se conheces alguém que precisa de ajuda, liga o 1414, serviço de ajuda e aconselhamento na área da toxicodependência.

Alcoolismo

Álcool, Geral Março 28th, 2008

Toxicodependência
A toxicodependência é um fenómeno que, de forma dramática, tem marcado os últimos cinquenta anos. A dependência decorre dos efeitos de uma substância sobre o organismo, o que vai provocar uma vontade irresistível de voltar a consumir. As dependências física e psicológica andam habitualmente associadas. Uma vez instalado o hábito de consumir determinada substância, torna-se difícil abandoná-lo definitivamente.

É um problema que não acontece só aos outros.

A prevenção é a grande aposta para evitar que te confrontes com este problema. A primeira e melhor forma de prevenir é conversar com as pessoas que te rodeiam, os pais são muitas vezes os primeiros agentes de prevenção do consumo de drogas. São os pais que, melhor do que ninguém, conhecem os seus filhos e os podem ajudar. Além disso, maioritariamente os pais são os primeiros modelos, os exemplos a seguir pelos mais novos. São várias as causas que podem levar à toxicodependência. Estudos recentes apontam os factores fundamentais a curiosidade e o gosto pelo risco, próprios da fase da adolescência e juventude. Outras vezes é a influência dos amigos que vêem no consumo de drogas uma forma de se afirmar e de ser adulto.

A prevenção não termina na adolescência.

A prevenção faz-se todos os dias.


Alcoolismo
O consumo excessivo e prolongado do álcool provoca os seguintes efeitos sobre o organismo humano:

-Acção sobre o tubo digestivo e estômago: as mucosas do tubo digestivo e estômago ficam em contacto directo com o álcool. Este contacto, sobretudo se exagerado e frequente, provoca irritação da mucosa gástrica, que pode degenerar em inflamação e ulceração, devido ao álcool provocar aumento de secreção gástrica e pancreática. O álcool ingerido em concentrações elevadas diminue as secreções, ou inibe a transformação dos alimentos.

-Acção sobre o fígado: o fígado fica igualmente em contacto directo com o álcool, visto que é neste órgão que começa a sua transformação. A acção nociva do álcool produz a “cirrose alcoólica” no decurso da qual as células do fígado vão desaparecendo progressivamente para serem substituídas por tecido escleroso.

-Acção sobre o sistema nervoso central: o álcool perturba o funcionamento normal do sistema nervoso central. A sua acção é a de um anestésico. Esta depressão gradual das actividades nervosas, devida ao álcool, atinge os centros nervosos pela ordem inversa da sua evolução, quer dizer, começando pelos centros que comandam a capacidade de ajuizar, a atenção, a autocrítica, o autodomínio, a locumoção, para terminar naqueles de que depende a vida orgânica. Num primeiro estado, o indivíduo, após ter bebido alguns ml de álcool, parece ter comportamento normal, mas observado atentamente, apresenta reflexos cuja rapidez e precisão estão um pouco diminuídos. A alteração dos centros inibidores aparece num segundo estado. O indivíduo experimenta uma sensação de bem-estar, de euforia, de excitação, por vezes com uma quebra variável do controle que normalmente exerce sobre as suas palavras, sobre a sua coordenação muscular e locomotora e sobre as suas emoções. Num terceiro estado acentuam-se estes sintomas, havendo uma imprecisão dos movimentos, descontrole nas frases que diz, no andar, na audição e na visão. Num quarto estado, uma intoxicação mais profunda do sistema nervoso segue-se à embriaguez, após um período em que se agravam os seguintes sintomas: alucinação, excitação motora desordenada, perda da sensibilidade e da consciência. Sobrevem um sono com perturbações da respiração e da circulação, seguida de coma alcoólico que pode ser mortal. As quantidades de álcool que podem provocar estes estados sucessivos variam de indivíduo para indivíduo.


O alcoolismo é uma doença
Porque é que o alcoolismo é uma doença física? O alcoólico sofre de uma péssima alimentação e má nutrição; deficiência em vitaminas, dispepsia, hepatopatia, desidratação. Apresenta além disso sintomas nervosos diversos; tremuras, cefaleias, alteração da memória.

Porque é que o alcoolismo é uma doença psíquica?

  • Porque o alcoólico tem necessidade de álcool para aceitar a realidade;
  • Porque tem tendência a fugir às responsabilidades;
  • Sofre de angústia, é agressivo, resiste mal às frustrações e às tensões;
  • Porque nele o nível de consciência, enquanto racionalidade tende a baixar, levando-o a uma conduta impulsiva.

Porque é que o alcoolismo é uma doença social? É o aspecto mais aparente do alcoolismo:

  • Negligência perante a família;
  • Divórcios numerosos entre os alcoólicos;
  • Frequentes perdas de emprego;
  • Perdas dos velhos amigos que continuem sóbrios;
  • Problemas financeiros… recurso às organizações sociais;
  • Agressividade perante a sociedade;
  • Dificuldade em colaborar numa obra comum.

Porque é que o alcoolismo é uma doença moral?

  • Porque o alcoólico esquece normalmente a sua vida espiritual;
  • Porque não respeita as suas obrigações perante a família, os colegas de trabalho, a sociedade;
  • Porque perde todo o senso moral.

Tratamento
Se o alcoólico é um doente, é necessário persuadi-lo de que a sua doença se pode tratar. Evitemos, portanto, considerá-lo como um viciado ou um fraco de espírito. As repreensões, o ridículo, os sermões, as atitudes protectoras, só fazem com que ele continue a beber. Há, sobretudo, que ajudá-lo a eliminar ou minimizar as causas que o levaram a encontrar lenitivo na bebida. Existem várias instituições onde as pessoas com problemas de alcoolismo podem encontrar ajuda médica ou psicológica específica, e outras em que podem desfrutar de convívios ou reuniões de entre-ajuda (alcoólicos anónimos).

O PROJECTO VIDA é o programa nacional de combate à droga. Promove:

  • a prevenção do consumo de drogas;
  • o tratamento e reinserção social dos toxicodependentes;
  • o combate ao tráfego de drogas.

A Linha Vida, integrada no Projecto Vida, é um serviço telefónico, gratuito e confidencial, à tua disposição para te informar e aconselhar sobre problemas de toxicodependência. Funciona de 2ª a 6ª feira, das 10h às 24h pelo tel. 1414. O PROJECTO VIDA também tem, para quem deseja aconselhar-se por escrito, o e-mail linhavida.lx@ipdt.pt ou o site www.projectovida.pt (clicar em “contacto”). Existem muitas outras instituições vocacionadas para a prevenção e tratamento da toxicodependência.

Se tens problemas neste domínio:

  • fala com os pais;
  • fala com o teu namorado(a);
  • fala com o teu director de turma, se estiveres a frequentar a escola;
  • consulta o teu médico de família;
  • procura um Centro de Atendimento de Toxicodependentes (CAT) ou um Centro de Atendimento a Jovens (CAJ – IPJ);
  • procura uma ajuda especializada: um psicólogo ou um psiquiatra.

Drogas leves à venda no Centro Comercial Oita (Aveiro)

Cogumelos e Plantas Alucinógeno, Drogas em geral, Geral Março 27th, 2008

Proprietário garante que não comercializa nenhum produto proibido pela Lei.

O título ‘A Veneza de Portugal’ Aveiro pode muito bem acrescentar desde hoje o epíteto ‘A Amesterdão portuguesa’. A loja Cogumelo Mágico, inaugurada hoje, quinta-feira, no Centro Comercial Oita, e que se autodenomina “a tua loja de drogas legais”, é a primeira smart-shop a abrir na Europa fora das fronteiras holandesas, país onde a venda e consumo de drogas leves são tolerados pelas autoridades locais. A cidade holandesa de Amesterdão, onde existem centenas de espaços de comércio e consumo de drogas leves, as coffeshops, representa o expoente máximo dessa tolerância.

Erva sálvia pronta a ser fumada ou vendida em extractos para fazer chá, cactos cuja constituição natural contém mescalina (substância alucinogénica), kits para cultivo de cogumelos “mágicos” alucinogénicos, cápsulas de produtos naturais alucinogénicos e chá de erva ayahuasca, cujo consumo proporciona uma viagem também ela alucinogénia, são alguns dos produtos que podem ser adquiridos na Cogumelo Mágico.

Resguardo legal

“Esta loja não é uma coffeshop. É uma smart-shop”, diz Carlos Marabuto, proprietário daquele espaço comercial. A diferença, explica, “é que numa coffeshop os produtos podem ser consumidos no seu interior e numa smart-shop isso não acontece”. Para além disso Carlos Marabuto, garante, não comercializa drogas proibidas pela legislação portuguesa. “Vendemos apenas produtos de origem natural, que não estão na lista dos produtos proibidos, mas que contêm princípios químicos activos. Isso posso garantir eu e a minha advogada”, resguarda-se.

“É o caso da erva sálvia que é legal desde a plantação até à venda e consumo. É uma erva alucinogénica que pode ser fumada ou usada em chá através de concentrados com os quais, em doses de uma grama, já se consegue ter uma ‘trip’ alucinogénica”, diz, arrastando também para o vazio legal as cápsulas de produtos naturais e a erva ayahuasca cuja ingestão em forma de chá “pode dar uma ‘trip’ alucinogénica de cinco horas”.

Também no que diz respeito aos kits de cultivo dos cogumelos alucinogénicos, Carlos Marabuto não tem dúvidas: “Só depois de nascerem é que os cogumelos contém psilocibina e psilocina, as substâncias cuja livre circulação e venda não estão permitidas. O kit tem, entre outras coisas, as sementes, que não contêm essas substâncias, e que qualquer pessoa pode cultivar em casa”. Assim sendo, e “já que a venda de mescalina é proibida”, a Cogumelo Mágico “limita-se apenas a vender os cactos que contém essa substância mas que, vendidos por si sós, não são ilegais”.

Com o cacto, e em jeito de folheto de instruções, o consumidor leva para casa os passos necessários para desidratar a planta, que pode ser reduzida a ponto de se obter um produto com um “altíssimo teor de mescalina”.

Livros dedicados à produção de LSD ou ao cultivo de cannabis, de cogumelos e de cactos alucinogénicos fazem também parte da lista de produtos à venda na smart-shop do Centro Comercial Oita. Mortalhas, cachimbos e demais apetrechos para uso e manuseamento de drogas leves completam o menu.

“Qualidade garantida”

“A abertura desta casa pode dar início a uma mudança na maneira como as pessoas vêm as drogas em Portugal”, deseja Carlos Marabuto, consumidor de drogas leves “há uns anos”, que se regozija, “depois de muito trabalho”, com a licença passada pela Câmara Municipal de Aveiro que permitiu a abertura da “ervanária especializada de acesso interdito a menores de 18 anos”.

“Aqui todos os produtos, importados directamente da Holanda, têm qualidade garantida, ao contrário das drogas que por aí se consomem, adulteradas e sem controlo nenhum”, diz Carlos Marabuto: “Pelo menos plantando em casa uma pessoa sabe o que está a consumir”.

Hepatite C

Doenças, Geral, Saúde Março 27th, 2008

A hepatite C é uma doença viral do fígado causada pelo vírus da hepatite C (HCV). A hepatite C pode ser considerada a mais temida e perigosa de todas as hepatites virais, devido à inexistência de vacina e limitações do tratamento, e à sua alta tendência para a cronicidade que complica eventualmente em cirrose hepática mortal.O vírus da hepatite C é um flavivirus, um dos poucos dessa família (que inclui os vírus da dengue, febre amarela e Nilo ocidental) que não é transmitido por artrópodes. Este vírus tem um genoma de RNA simples de sentido positivo (é usado directamente como mRNA na síntese proteica). Reproduz-se no citoplasma e retículo endoplasmático, produzindo dez proteínas virais. Algumas destas proteínas inibem a apoptose (morte programada) da célula e outras inibem a acção do interferon. Tem envelope bilípidico e portanto não sobrevive a condições secas.

 

O vírus tem uma preferência forte (tropismo), em infectar os hepatócitos do fígado. Os sintomas da hepatite são pelo menos tanto devido à acção necessária do sistema imunitário como aos danos causados pelo vírus.
A transmissão é por infecção do sangue por sangue contaminado, como ocorre em transfusões (hoje praticamente impossível de ocorrer dado o rastreio sistemático de todos os dadores) e troca de agulhas infectadas, piercings e tatuagens em estabelecimentos que não esterilizam cuidadosamente todos os materiais (não só a agulha); pela actividade sexual (4%) e da mãe para o filho recém-nascido (4%). No entanto a mulher portadora pode amamentar. Existe uma alta percentagem (em torno de 30%) de casos em que não é possível identificar a origem da infecção.Em Portugal, todas as pessoas que, antes de 1992, se submeteram a intervenções cirúrgicas, que foram sujeitas a transfusões de sangue, e os ex-combatentes da Guerra do Ultramar devem pedir aos seus médicos de família o rastreio da hepatite C (o anti-VHC). É uma simples análise ao sangue..Hoje existe tratamento para a hepatite C. Embora ainda não se possa falar de cura definitiva (há necessidade de esperar pelos resultados finais dos estudos obrigacionais de longa duração em curso) as taxas de resposta mantida variam entre os 50 e os 60% de todos os doentes tratados.Ao contrário da hepatite B, o vírus da hepatite C não incorpora o genoma celular, permanecendo no citoplasma da célula hepática, pelo que o objectivo de cura completa com a eliminação do vírus C seja, em teoria, possível.O tratamento consiste numa injecção semanal de Interferão Peguilado junto com 4 a 6 comprimidos diários de ribavirina. A taxa de resposta ao tratamento varia de acordo com o genótipo do vírus (1, 2, 3, 4, 5 e 6). A taxa de resposta pode variar entre 54 e 63% no caso do genótipo 1 e 4, mais de 75% para o genótipo 3, e 80 a 95% dos casos para o genótipo 2. O tratamento dura entre 24 semanas (genótipo 2 e 3) e 48 semanas (genótipo 1 e 4). Estudos recentes levados a cabo indicam ser possível tratar os doentes genótipo 1 e 4 com baixas cargas virais em apenas 24 semanas e entre 12 a 16 semanas os doentes genótipo 2 e 3 caso consigam negativar a viremia a partir da semana 4 de tratamento, mas que ainda carecem de validação de estudos clínicos com um número maior de doentes.

Rastreios aumentam para combater a SIDA

Doenças, Geral, Saúde Março 27th, 2008

Numa data em que se poderá estar mais perto de obter uma vacina eficaz contra o vírus da Sida, o Centro de Aconselhamento e Detecção Precoce da Infecção pelo VIH/SIDA (CAD) do Barreiro continua a apostar na prevenção desta doença. Para 2008 está previsto levar à população dos concelhos vizinhos mais informação e despistes, na esperança de impedir a transmissão e a evolução da doença.
À semelhança de Setúbal e de Almada, também o Barreiro possui um Centro de Aconselhamento e Detecção Precoce da Infecção pelo VIH/SIDA (CAD), serviço que permite proceder ao rastreio, aconselhamento e apoio psicológico a pessoas portadoras do VIH (vírus da imunodeficiência humana). Com base numa parceria entre a Comissão Nacional de Luta Contra a SIDA (CNLCS) e o Centro de Saúde do Barreiro, o CAD do Barreiro encontra-se a funcionar na Unidade de Saúde Eça de Queirós há cerca de cinco anos, mas tem visto o número de pessoas a recorrer ao seu serviço decrescer.
Embora esta situação possa parecer “um bom sinal”, na opinião do director do Centro de Saúde do Barreiro, Francisco Gouveia, a actuação do CAD não pode parar, uma vez que “a doença continua a aparecer”. Com o apoio de uma carrinha móvel, previsto está em 2008, começar a proceder à acção deste serviço de “forma descentralizada”, nomeadamente nos concelhos da Moita, do Montijo e de Alcochete.
Com o alargamento desta intervenção, objectivo é proceder a uma “informação prévia da população”, bem como a “possíveis despistes” da doença. Partir para esta decisão prendeu-se com a tomada de consciência de que “é preciso ir à procura de muitas das pessoas que conviria rastrear, em vez de estar à espera que elas recorram ao serviço”.

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Para quem tem curiosidade em saber como é uma Festa de Trance deixo aqui estes videos!

Geral, Trance, Videos Março 27th, 2008

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