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Drogas e VIH

Doenças, Drogas em geral, Geral, Saúde, Sociedade Março 24th, 2009

Qual a relação entre o uso de drogas e o HIV?

O uso de drogas é o maior factor de disseminação do VIH. A troca de material para a injecção de drogas pode transmitir o HIV e hepatites e as pessoas que usam drogas têm tendência a ter uma actividade sexual não protegida.

O uso de drogas pode também ser perigosa para as pessoas que estejam a tomar medicação antiretroviral. As pessoas que usam drogas têm tendência atomar menos os medicamentos e as drogas podem ter interacções perigosas com os antiretrovirais.

Injecção e infecção

A infecção pelo HIV espalha-se mais facilmente quando as pessoas trocam entre si material usado para a injecção. A troca de seringas e outro material também transmite hepatite B, hepatite C e outras doenças.

O sangue infectado é introduzido na seringa e injectado juntamente com a droga pelo próximo utilizador da seringa. Esta é a via de mais fácil transmissão do HIV porque o HIV entra directamente no sangue.

Mesmo pequenas quantidades de sangue nas caricas, nos filtros, nos garrotes ou na água destilada pode ser suficiente para contaminar um outro utilizador. O sangue presente nas mãos – mesmo em pequenas quantidades – pode ser perigoso quando por exemplo tentar ajudar alguém a encontrar uma veia, a segurar um braço ou a dar material de injecção.

Para reduzir o risco de HIV e infecção por hepatites nunca troque qualquer tipo de material usado para as drogas e mantenha as suas mãos bem lavadas. Cuidadosamente lave as suas caricas e o local onde se injectou.

Um estudo recente mostrou que o HIV pode sobreviver numa seringa usada durante 4 semanas. Se você reutilizar o seu material pode reduzir o risco de infecção se o lavar entre as ocasiões em que o usa. Se possível, só reutilize a sua própria seringa. Ela deve ser desinfectada porque as bactérias crescem dentro dela.

A maneira mais eficaz de desinfectar a sua seringa é lavá-la com água, depois com lixívia e depois lavá-la novamente. Procure retirar todo o sangue que estiver dentro da seringa agitando-a vigorosamente durante 30 segundos. Use água fria porque a água quente tem tendência a que o sangue forme coágulos. Para matar o HIV e os vírus da hepatite C deite lixívia dentro da seringa durante dois minutos. Mas nem sempre a seringa fica limpa de HIVe de vírus da hepatite. Use, sempre que possível, uma nova seringa.

Programas de trocas de seringas

Os programas de troca de seringas permitem que use as suas drogas com segurança. Algumas pessoas pensam que a troca de seringas promove o uso de drogas, o que está provado, não é verdade. As taxas de infecção baixam com os programas de trocas de seringas e há um maior número de pessoas que usam drogas que entram em programas de tratamento. Em Portugal pode encontrar seringas em quase todas as farmácias de bairro.

Uso de drogas e sexo não seguro

Para muitas pessoas drogas e sexo andas juntos. As pessoas que usam drogas muitas vezes vendem sexo para obter drogas. Algumas pessoas pensam que a sua actividade sexual é mais divertida quando usam drogas.

O uso de drogas, incluindo álcool, aumenta a probabilidade de que as pessoas não se protejam durante o acto sexual. As pessoas que vendem sexo por droga podem ter dificuldades em que o façam de modo livre e consciente. Muitas pessoas que fazem sexo por droga esquecem-se de usar protecção ou de cuidar disso.

Medicamentos e drogas

É muito importante tomar todas as doses dos medicamentos antiretrovirais. As pessoas não aderentes (que esquecem de tomar algumas ou muitas doses) têm valores mais elevados de HIV no seu sangue e desenvolvem resistências aos medicamentos. As pessoas que usam drogas são mais propensos a ter uma aderência fraca o que leva à falência terapêutica.

Algumas drogas interferem com os medicamentos. O fígado metaboliza alguns medicamentos usados para combater o HIV, especialmente is inibidores das proteases e os não nucleosídeos. Também metaboliza outras drogas, incluindo o álcool. Quando drogas e medicamentos estão presentes ao mesmo tempo o seu metabolismo é muito mais lento, o que pode levar a sobredosagem perigosa e imprevisível quer do medicamento quer da droga.

Uma sobredosagem da medicação pode causar efeitos secundários muito graves. Uma sobredosagem de uma droga pode significar a morte. Há casos de morte por mistura de ecstasy com inibidores das proteases.

Alguns antiretrovirais podem alterar a quantidade de metadona no sangue. Pode ser necessário ajustar a dose de metadona nalguns casos. Ver que tipos de medicamentos que esteja a tomar.

Para terminar

O uso de drogas é uma das principais responsáveis causas de novas infecções pelo HIV. A partilha de material de injecção pode transmitir o HIV, hepetites ou outras doenças. O uso de drogas, incluindo álcool, contribui para sexo não protegido.

Para se proteger da infecção, nunca reutilize o material de injecção. Mesmo que reutilize as suas próprias seringas e agulhas desinfecte-as antes de voltar a usar. A desinfecção é só parcialmente eficaz.

Portugal tem um programa de troca de seringas. Estes programas reduzem a taxa de novas infecções pelo HIV.

A droga pode levar ao esquecimento de doses da medicação antiretroviral. Isto aumenta as possibilidades de falência terapêutica e de resistência aos tratamentos.

A mistura de drogas com antiretrovirais é perigosa. As interacções entre medicamentos podem causar graves efeitos secundários ou sobredosagens perigosas.

Santa Sé pede sociedade livre de drogas

Drogas em geral, Geral, Notícias, Sociedade Março 20th, 2009

Conclui-se esta Sexta-feira, em Viena, a 52.ª sessão da comissão da ONU contra as drogas, que promoveu uma análise das políticas de prevenção 

A Comissão das Nações Unidas contra as Drogas está reunida em Viena, na Áustria, até amanhã, para.

 

Representando a Santa Sé, participaram o secretário do Conselho Pontifício da Pastoral para os Agentes de Saúde, D. José Luis Redrado Marchite; D. Michael Banach, observador da Santa Sé junto da ONU, em Viena; D. Jean-Marie Musivi Mpendawatu, membro do referido Conselho Pontifício e D. Mirosław Wachowski, secretário da missão diplomática de Viena.

 

Na sua intervenção, D. D. José Luis Redrado Marchite reiterou a posição da Igreja sobre anecessidade de uma política e de uma estratégia de acção centradas na saúde, na dignidade e na vida do toxicodependente.

 

A droga, denunciou, continua a ser “um grave fenómeno” do qual se fala pouco, que provoca vítimas,especialmente entre os jovens, “em proporções assustadoras e inaceitáveis”.

 

“Pensar numa sociedade livre das drogas – acrescentou– exige a forte vontade dos Estados de extirpar definitivamente este fenómeno, que alguns consideram como parte do nosso viver quotidiano e do qual simplesmente se podem limitar os danos.”

 

D. Redrado Marchite falou das actividades das organizações da Igreja Católica que trabalham no sector, que consideram como verdadeiro problema a questão do sentido da vida para combater a dependência.

 

Mais de 30% dos centros de saúde católicos no mundo têm programas contra a droga –que deram resultados encorajadores na Espanha, França, Irlanda e Portugal, graças a vastas campanhas informativas e formativas dirigidas aos jovens.

 

A Igreja apoia os esforços da comunidade internacional na luta contra a droga, na repressão do crime e na cooperação entre os Estados, recordando o papel imprescindível da família, “célula educativa primária”.

Fonte: Agência Ecclesia

EUA: Universidade da Florida lidera a lista das mais folionas e com consumos de droga e álcool

Drogas em geral, Geral, Notícias, Sociedade Agosto 1st, 2008

Gainesville, 29 Jul (Lusa) – A Universidade da Florida lidera as instituições de ensino superior nos Estados Unidos mais folionas e com reputação de consumos de droga e álcool, segundo o “ranking” anual publicado na Princeton Review.

A Universidade da Florida ocupa agora o lugar antes preenchido pela Universidade de Virginia Ocidental, que passou para o quarto posto.

No segundo lugar da tabela surge a Universidade do Mississipi, seguida da Estadual da Pensilvânia e da Athens de Ohio.

A Universidade da Florida também é reconhecida na categoria dos alunos que estudam o menos possível.

Em contraposição, a Universidade Brigham Young, de Utah, é a mais sóbria.

Maior apreensão de droga do século

Drogas em geral, Notícias, Sociedade Julho 30th, 2008

As autoridades alfandegárias holandesas apreenderam sexta-feira 19 toneladas de marijuana a bordo de um navio no porto de Amesterdão, indica a agência ANP.

Trata-se da mais importante apreensão do século, segundo as autoridades, disse a ANP. O valor de mercado da marijuana é de cerca de 60 milhões de euros.

A polícia deteve quatro pessoas à margem da operação, suspeitas de tráfico de droga. O navio continha um carregamento de nozes nos contentores. A droga estava escondida em sacos de juta, num dos contentores.

Dicionário de calão sobre droga revolta pais

Geral, Sociedade Maio 31st, 2008

Grande polémica está a gerar o Dicionário de Calão do site do Instituto da Droga e da Toxicodependência (IDT), que se destina a crianças e jovens a partir dos 11 anos e está acessível em www.tu-alinhas.pt. Associações de pais temem que as expressões ali apresentadas (ver caixa) possam incentivar o consumo de estupefacientes, enquanto psicólogos contactados pela Lusa consideram que podem “fomentar um estilo de vida pouco saudável”.

Segundo o site, “betinho”, “cocó” ou “careta” é “aquele que não consome droga e, por isso, é conservador, desprezível e desinteressante”.

Há ainda definições que os encarregados de educação consideram ser “quase um manual de instruções”.

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Atraso do instituto da droga ameaça fechar clínica

Drogas em geral, Geral, Prevenção, Saúde, Sociedade, Toxicodependência Abril 27th, 2008

A única clínica de recuperação e tratamento da toxicodependência (CRTT) existente no distrito de Viseu, inaugurada em Julho do ano passado, em Carregal do Sal, corre o risco de fechar as portas sem praticamente ter funcionado.

O problema não está na falta de condições físicas, técnicas e humanas do investimento privado, superior a 1,5 milhões de euros (sem contar os equipamentos), mas na ausência de um protocolo com o Instituto da Droga e da Toxicodependência (IDT), que ajude a viabilizar a unidade através da comparticipação da estadia de utentes sem recursos.

“Não há nenhum compromisso assinado entre nós e o IDT. O que houve, desde o início, foram palavras de estímulo e de incentivo no sentido de virmos a ser uma unidade convencionada. O que nos permitiria tratar e recuperar, a custo zero, os cidadãos mais necessitados”, explicou Rui Cerdeira, administrador do CRTT.

O empresário assume que o empreendedorismo privado tem riscos que os promotores devem assumir, mas reconhece que sem o segmento dos utentes convencionados é difícil manter a estrutura.

“O tratamento e a recuperação de pessoas dependentes de drogas, álcool ou tabaco é muito cara. Em média, fica em 2000 euros por mês. É aqui que reside a importância de termos uma convenção com o IDT, que nos permita receber pelo menos os utentes em listas de espera nos Centros de Atendimento de Toxicodependentes (CAT)”, declara Rui Cerdeira.

O empresário recorda que o CRTT começou a ser idealizado há meia dúzia de anos e contou, desde a primeira hora, com o apoio das organizações públicas.

“Fizemos uma candidatura e fomos apoiados na compra de equipamentos pelo Programa Saúde XXI. O IDT licenciou a unidade e sempre nos acalentou a expectativa de virmos a ser uma clínica convencionada”.

À medida que o tempo passa, com atendimentos “residuais” de utentes, Rui Cerdeira reconhece que a clínica pode fechar sem nunca ter funcionado em pleno.

“Escrevi ao IDT e fui informado que o processo aguarda ‘luz verde’ do Ministério da Saúde. Não sei se poderemos esperar mais tempo. Um dos nossos sócios já foi embora, face a esta situação insustentável, e eu poderei fazer o mesmo. Será com tristeza que fecharemos as portas”, avisa.

O presidente da Câmara de Carregal do Sal, Atílio Nunes, está preocupado. “O responsável do IDT, João Goulão, esteve na inauguração e prometeu que iria estabelecer uma convenção com a clínica. Já lhe escrevi a lembrar a promessa”, disse ao JN.

Localizada em Travanca de S. Tomé, no centro de Carregal do Sal, a clínica de recuperação e tratamento de dependentes de drogas tem capacidade para receber 38 pessoas em regime de internamento 13 na unidade de desabituação e 25 da comunidade terapêutica.

O JN contactou o IDT no sentido de saber em que ponto se encontra o processo. Dificuldades no contacto telefónico com o vogal do conselho directivo, Manuel Cardoso, adiaram a informação.

Fonte: JN

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