Drogas: Cocktail de cocaína e heroína é mata mais células cerebrais do que drogas separadas – estudo
Cocaína, Geral, Heroína, Notícias, Sociedade, Toxicodependência Abril 23rd, 2009
Uma equipa de investigadores portugueses descobriu que o consumo combinado de cocaína e heroína tem uma efeito mais mortífero nas células cerebrais do que se as drogas forem usadas em separado.
Ao contrário do que se pensava, os “cocktails” ou “Speedball” de cocaína e heroína, cada vez mais usados na Europa, têm um efeito pior do que o somatório das reacções destas drogas usadas em separado, disse à Lusa a coordenadora da investigação, Catarina Resende de Oliveira.
O estudo foi iniciado há três anos e envolve uma dezena de investigadores, que procuram descobrir de que modo os opiáceos, nomeadamente a heroína, e a cocaína actuam ao nível do cérebro e a toxicidade que provocam nos neurónios.
Detido o maior narcotraficante Colômbia
Drogas em geral, Geral, Notícias, Prevenção, Sociedade Abril 16th, 2009
Daniel Rendón Herrera é proprietário de aviões, barcos e submarinos para transportar drogas e armas.
Daniel Rendón Herrera, mais conhecido por “D. Mário”, era até quarta-feira, quando foi detido, o maior narcotraficante da Colômbia, com um exército formado por mais de mil paramilitares que controlam várias zonas do país.
Embora haja pouca informação disponível sobre o detido, quem o conheceu diz que usa roupas de marca, relógios Cartier e Rolex, é proprietário de aviões, barcos e submarinos para transportar drogas e armas.
O governo colombiano oferecia uma recompensa de 2,2 milhões de dólares pela sua detenção.
São-lhe atribuídos mais de trezentos homicídios.
A detenção de “D. Mário” concidiu com uma grande operação pelo controlo das rotas da droga, de Medellin até ao Golfo de Urabá. Na semana passada, registaram-se naquela cidade 31 mortos e, este ano, já se verificaram 325 homicídios.
Fonte: JN
Orquestra detida por tráfico de droga
Cocaína, Drogas em geral, Geral, Notícias, Sociedade Abril 13th, 2009
«Num controlo de um voo originário do Suriname, 22 pessoas foram detidas», disse Robert van Kapel, porta-voz da Polícia de Schipol.
Segundo a mesma fonte, as pessoas foram detidas supostamente por «tráfico de drogas duras», nomeadamente cocaína.
A investigação deve agora esclarecer se todas as pessoas transportavam drogas e qual a quantidade.
Segundo a imprensa holandesa, trata-se da orquestra Naks Kasekp Loco, que deveria iniciar na próxima semana uma digressão pela Holanda.
A detenção foi feita após um controlo apelidado de «100%» pelas autoridades holandesas aos voos provenientes das Antilhas Holandesas e do Suriname.
Estas ex-colónias holandesas são consideradas portas de entrada para a Europa de importantes quantidades de drogas duras produzidas na América Latina.
Discriminalização de drogas em Portugal surpreende nos EUA
Drogas em geral, Geral, Notícias, Prevenção, Saúde, Sociedade, Toxicodependência Abril 11th, 2009
É um dos mais conhecidos constitucionalistas dos EUA, país onde a política da droga é das mais severas. Analisou o que se passa em Portugal. E concluiu que deve servir de exemplo. A Time e a BBC já pediram para vir ver como era.
Glenn Greenwald poderá abusar da adjectivação no relatório “Descriminalização da droga em Portugal: lições para criar políticas justas e bem sucedidas sobre a droga”. Mas tem o mérito de ter chamado a atenção para o que por cá se faz em matéria de luta contra a toxicodependência. No documento apresentado na semana passada no Cato Institute de Washington, fala de “sucesso retumbante”. E fá-lo comparando Portugal com a Europa e com os EUA.
Desde 1 Julho de 2001 (Lei n.º 30/2000, de 29 de Novembro), a aquisição, posse e consumo de qualquer droga estão fora da moldura criminal e passaram a ser violações administrativas. Desde então, o uso de droga em Portugal fixou-se “entre os mais baixos da Europa, sobretudo quando comparado com estados com regimes de criminalização apertados”. Baixou o consumo entre os mais jovens e reduziram-se a mortalidade (de 400 para 290, entre 1999 e 2006) e as doenças associadas à droga.
Proibido? Sim, mas sem prisão
Porquê? Porque, adianta Greenwald, Portugal ofereceu mais oportunidades de tratamento. E cita peritos que atribuem esta mudança de abordagem à descriminalização. Por partes: consumir continua a ser proibido. Mas já não dá prisão. Quando muito, dá uma multa. Na maioria dos casos, uma reprimenda. E o encaminhamento para o tratamento.
Com isto, mitigou-se aquele que era o principal desafio da luta contra a droga: o receio de procurar ajuda e de, por essa via, acabar na cadeia. O estigma do crime diluiu-se, ao contrário do que acontece em Espanha, por exemplo, onde as sanções são raras, mas passa-se por processos penais, diz o constitucionalista. Por outro lado, resgataram-se recursos que eram gastos na criminalização (em processos e detenções, já que 60% deles envolviam consumidores), canalizando-os para o tratamento. Entre 1999 e 2003, cresceu 147% o número de pessoas em programas de substituição.
Greenwald cita estudos de 2006, segundo os quais a prevalência do consumo desceu de 14,1% para 10,6% (face a 2001) nos 13-15 anos, e de 27,6 para 21,6% nos 16-18 anos. A subida nas faixas etárias seguintes, adianta, não se prende com mais consumo, mas porque os jovens consumidores pré-descriminalização estão hoje mais velhos. Ou seja, se os adolescentes consomem menos, a prazo, menos adultos consumirão.
A análise de Gleen Greenwald estende-se ainda sumariamente à atitude dos vários quadrantes políticos portugueses e ao ambiente político pré e pós-descriminalização. Dá conta de um quase consenso actual, à excepção da Direita conservadora. E regressa aos números para desmontar os cenários de pesadelo previstos antes da lei. O consumo de droga não se generalizou, nem Portugal se transformou num paraíso turístico oferecendo “sol, praias e droga”: 95% dos cidadãos atendidos nas comissões de dissuasão de toxicodependência criadas com a lei (para onde os consumidores são encaminhados pela Polícia) são portugueses. Do resto da Europa, serão à volta de 1%.
Greenwald diz que este caso de sucesso deveria ser tema de debate em todo o Mundo e lamenta que, confrontadas com ele, as autoridades americanas se tenham remetido ao silêncio.
Fonte: JN
Santa Sé pede sociedade livre de drogas
Drogas em geral, Geral, Notícias, Sociedade Março 20th, 2009
Conclui-se esta Sexta-feira, em Viena, a 52.ª sessão da comissão da ONU contra as drogas, que promoveu uma análise das políticas de prevenção
A Comissão das Nações Unidas contra as Drogas está reunida em Viena, na Áustria, até amanhã, para.
Representando a Santa Sé, participaram o secretário do Conselho Pontifício da Pastoral para os Agentes de Saúde, D. José Luis Redrado Marchite; D. Michael Banach, observador da Santa Sé junto da ONU, em Viena; D. Jean-Marie Musivi Mpendawatu, membro do referido Conselho Pontifício e D. Mirosław Wachowski, secretário da missão diplomática de Viena.
Na sua intervenção, D. D. José Luis Redrado Marchite reiterou a posição da Igreja sobre anecessidade de uma política e de uma estratégia de acção centradas na saúde, na dignidade e na vida do toxicodependente.
A droga, denunciou, continua a ser “um grave fenómeno” do qual se fala pouco, que provoca vítimas,especialmente entre os jovens, “em proporções assustadoras e inaceitáveis”.
“Pensar numa sociedade livre das drogas – acrescentou– exige a forte vontade dos Estados de extirpar definitivamente este fenómeno, que alguns consideram como parte do nosso viver quotidiano e do qual simplesmente se podem limitar os danos.”
D. Redrado Marchite falou das actividades das organizações da Igreja Católica que trabalham no sector, que consideram como verdadeiro problema a questão do sentido da vida para combater a dependência.
Mais de 30% dos centros de saúde católicos no mundo têm programas contra a droga –que deram resultados encorajadores na Espanha, França, Irlanda e Portugal, graças a vastas campanhas informativas e formativas dirigidas aos jovens.
A Igreja apoia os esforços da comunidade internacional na luta contra a droga, na repressão do crime e na cooperação entre os Estados, recordando o papel imprescindível da família, “célula educativa primária”.
Fonte: Agência Ecclesia
Mais de cinco toneladas de droga apreendidas
Drogas em geral, Geral, Notícias Agosto 3rd, 2008
Em duas operações distintas, em Faro e Odemira, foram apreendidos 175 fardos de droga, totalizando 5,5 toneladas de haxixe.
A Polícia Judiciária apreendeu, terça-feira, em Faro, cerca de 3,5 toneladas de haxixe, em 111 fardos, aos quais acrescem os 64, com um peso total estimado em cerca de duas toneladas, apreendidos pela Polícia Marítima de Sines, que esta manhã terminou as buscas na praia do Cavaleiro, em Odemira.
Em Faro, a Polícia Judiciária (PJ) e deteve dois indivíduos estrangeiros pela presumível autoria do crime de tráfico de estupefacientes, informou aquela força policial.
Na terça-feira, a PJ, através da Direcção Central de Investigação do Tráfico de Estupefacientes, levou a cabo uma operação que levou ao encerramento da Via do Infante, junto a Faro.
Durante a “Operação Bloqueio”, a PJ deteve dois homens, estrangeiros, de 34 e 43 anos, tendo sido apreendidos 111 fardos de haxixe com 3.580 quilos, correspondentes a cerca de 7.160.000 doses individuais.
Foram ainda apreendidas duas viaturas de gama alta, bem como diversos objectos e “documentos utilizados pelos arguidos na sua actividade criminosa”, adianta a PJ em comunicado.
A rede à qual alegadamente pertencem os dois indivíduos está sedeada na zona de Sevilha, Espanha, e será, de acordo com a PJ, responsável pela introdução do haxixe em Portugal e posterior encaminhamento para o mercado europeu.
Suspeitas em Sines
Em Sines, a autoridade marítima local retomou as buscas esta manhã junto à praia do Cavaleiro, a norte do Cabo Sardão (Odemira) com recurso a uma mota de água, não tendo, contudo, detectado mais fardos.
“Temos fortes suspeitas de que o material contido nos pacotes seja haxixe”, avançou à Agência Lusa o capitão do Porto de Sines e comandante da Polícia Marítima (PM), Guilherme Marques Ferreira.
Durante a tarde de terça-feira, a PM, em conjunto com os mergulhadores da Armada, recolheu 64 fardos de estupefaciente, com um peso total estimado em cerca de duas toneladas.
A presença dos pacotes no mar foi descoberta pela autoridade marítima local, segundo Marques Ferreira, no decurso da sua missão de vigilância à costa.
O produto, que se encontra à guarda da PM, vai ser entregue à PJ, depois de o caso já ter sido comunicado ao Ministério Público.
