“Noite” na Barra vai ter aviso contra drogas

Drogas em geral, Geral, Prevenção, Sociedade Junho 2nd, 2009

Os frequentadores dos espaços recreativos na Praia da Barra durante a época balnear vão ser objecto de acções de sensibilização para os perigos do consumo de drogas, uma iniciativa da Fundação Prior Sardo.

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Cocktail de drogas dita tournée cancelada – Notícias

Dopagem, Drogas em geral, Ecstasy, Notícias, Sociedade Junho 2nd, 2009

Nathan Williams não fez por menos: misturou ecstasy, valium e xanax antes de subir ao palco para uma actuação no Primavera Sound, em Barcelona. O resultado foi «desastroso», segundo a pitchforkmedia, e a restante digressão europeia do duo Wavves prontamente cancelada – concertos em Lisboa e Porto incluídos.

«Acho que, no fundo, já sabia que não estava suficientemente bem a nível mental para continuar em digressão. Peço desculpa a toda a gente que se esforçou e me apoiou», disse, citado pela Blitz, a metade do conjunto norte-americano, que tinha datas agendadas em Lisboa, na Galeria Zé dos Bois (29 de Maio) e, ontem, no Passos Manuel, Porto.

E completou: «Misturar ecstasy, valium e xanax antes de ter de tocar para milhares de pessoas foi uma das piores decisões que já tomei (duh), e já há algum tempo que admiti que tenho um problema com a bebida.»

Drogas: Cocktail de cocaína e heroína é mata mais células cerebrais do que drogas separadas – estudo

Cocaína, Geral, Heroína, Notícias, Sociedade, Toxicodependência Abril 23rd, 2009

Uma equipa de investigadores portugueses descobriu que o consumo combinado de cocaína e heroína tem uma efeito mais mortífero nas células cerebrais do que se as drogas forem usadas em separado.

Ao contrário do que se pensava, os “cocktails” ou “Speedball” de cocaína e heroína, cada vez mais usados na Europa, têm um efeito pior do que o somatório das reacções destas drogas usadas em separado, disse à Lusa a coordenadora da investigação, Catarina Resende de Oliveira.

O estudo foi iniciado há três anos e envolve uma dezena de investigadores, que procuram descobrir de que modo os opiáceos, nomeadamente a heroína, e a cocaína actuam ao nível do cérebro e a toxicidade que provocam nos neurónios.

Detido o maior narcotraficante Colômbia

Drogas em geral, Geral, Notícias, Prevenção, Sociedade Abril 16th, 2009

Daniel Rendón Herrera é proprietário de aviões, barcos e submarinos para transportar drogas e armas.

Daniel Rendón Herrera, mais conhecido por “D. Mário”, era até quarta-feira, quando foi detido, o maior narcotraficante da Colômbia, com um exército formado por mais de mil paramilitares que controlam várias zonas do país.

Embora haja pouca informação disponível sobre o detido, quem o conheceu diz que usa roupas de marca, relógios Cartier e Rolex, é proprietário de aviões, barcos e submarinos para transportar drogas e armas.

O governo colombiano oferecia uma recompensa de 2,2 milhões de dólares pela sua detenção.

São-lhe atribuídos mais de trezentos homicídios.

A detenção de “D. Mário” concidiu com uma grande operação pelo controlo das rotas da droga, de Medellin até ao Golfo de Urabá. Na semana passada, registaram-se naquela cidade 31 mortos e, este ano, já se verificaram 325 homicídios.

Fonte: JN

Orquestra detida por tráfico de droga

Cocaína, Drogas em geral, Geral, Notícias, Sociedade Abril 13th, 2009

Os 22 elementos de uma orquestra do Suriname que supostamente transportavam drogas duras, foram detidos, este sábado, à sua chegada ao aeroporto de Schipol, em Amesterdão.

«Num controlo de um voo originário do Suriname, 22 pessoas foram detidas», disse Robert van Kapel, porta-voz da Polícia de Schipol.
   
Segundo a mesma fonte, as pessoas foram detidas supostamente por «tráfico de drogas duras», nomeadamente cocaína.
   
A investigação deve agora esclarecer se todas as pessoas transportavam drogas e qual a quantidade.
   
Segundo a imprensa holandesa, trata-se da orquestra Naks Kasekp Loco, que deveria iniciar na próxima semana uma digressão pela Holanda.
   
A detenção foi feita após um controlo apelidado de «100%» pelas autoridades holandesas aos voos provenientes das Antilhas Holandesas e do Suriname.
  
Estas ex-colónias holandesas são consideradas portas de entrada para a Europa de importantes quantidades de drogas duras produzidas na América Latina.

Discriminalização de drogas em Portugal surpreende nos EUA

Drogas em geral, Geral, Notícias, Prevenção, Saúde, Sociedade, Toxicodependência Abril 11th, 2009

É um dos mais conhecidos constitucionalistas dos EUA, país onde a política da droga é das mais severas. Analisou o que se passa em Portugal. E concluiu que deve servir de exemplo. A Time e a BBC já pediram para vir ver como era.

Glenn Greenwald poderá abusar da adjectivação no relatório “Descriminalização da droga em Portugal: lições para criar políticas justas e bem sucedidas sobre a droga”. Mas tem o mérito de ter chamado a atenção para o que por cá se faz em matéria de luta contra a toxicodependência. No documento apresentado na semana passada no Cato Institute de Washington, fala de “sucesso retumbante”. E fá-lo comparando Portugal com a Europa e com os EUA.

Desde 1 Julho de 2001 (Lei n.º 30/2000, de 29 de Novembro), a aquisição, posse e consumo de qualquer droga estão fora da moldura criminal e passaram a ser violações administrativas. Desde então, o uso de droga em Portugal fixou-se “entre os mais baixos da Europa, sobretudo quando comparado com estados com regimes de criminalização apertados”. Baixou o consumo entre os mais jovens e reduziram-se a mortalidade (de 400 para 290, entre 1999 e 2006) e as doenças associadas à droga.

Proibido? Sim, mas sem prisão

Porquê? Porque, adianta Greenwald, Portugal ofereceu mais oportunidades de tratamento. E cita peritos que atribuem esta mudança de abordagem à descriminalização. Por partes: consumir continua a ser proibido. Mas já não dá prisão. Quando muito, dá uma multa. Na maioria dos casos, uma reprimenda. E o encaminhamento para o tratamento.

Com isto, mitigou-se aquele que era o principal desafio da luta contra a droga: o receio de procurar ajuda e de, por essa via, acabar na cadeia. O estigma do crime diluiu-se, ao contrário do que acontece em Espanha, por exemplo, onde as sanções são raras, mas passa-se por processos penais, diz o constitucionalista. Por outro lado, resgataram-se recursos que eram gastos na criminalização (em processos e detenções, já que 60% deles envolviam consumidores), canalizando-os para o tratamento. Entre 1999 e 2003, cresceu 147% o número de pessoas em programas de substituição.

Greenwald cita estudos de 2006, segundo os quais a prevalência do consumo desceu de 14,1% para 10,6% (face a 2001) nos 13-15 anos, e de 27,6 para 21,6% nos 16-18 anos. A subida nas faixas etárias seguintes, adianta, não se prende com mais consumo, mas porque os jovens consumidores pré-descriminalização estão hoje mais velhos. Ou seja, se os adolescentes consomem menos, a prazo, menos adultos consumirão.

A análise de Gleen Greenwald estende-se ainda sumariamente à atitude dos vários quadrantes políticos portugueses e ao ambiente político pré e pós-descriminalização. Dá conta de um quase consenso actual, à excepção da Direita conservadora. E regressa aos números para desmontar os cenários de pesadelo previstos antes da lei. O consumo de droga não se generalizou, nem Portugal se transformou num paraíso turístico oferecendo “sol, praias e droga”: 95% dos cidadãos atendidos nas comissões de dissuasão de toxicodependência criadas com a lei (para onde os consumidores são encaminhados pela Polícia) são portugueses. Do resto da Europa, serão à volta de 1%.

Greenwald diz que este caso de sucesso deveria ser tema de debate em todo o Mundo e lamenta que, confrontadas com ele, as autoridades americanas se tenham remetido ao silêncio.

 

Fonte: JN

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