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Drogas: Cocktail de cocaína e heroína é mata mais células cerebrais do que drogas separadas – estudo

Cocaína, Geral, Heroína, Notícias, Sociedade, Toxicodependência Abril 23rd, 2009

Uma equipa de investigadores portugueses descobriu que o consumo combinado de cocaína e heroína tem uma efeito mais mortífero nas células cerebrais do que se as drogas forem usadas em separado.

Ao contrário do que se pensava, os “cocktails” ou “Speedball” de cocaína e heroína, cada vez mais usados na Europa, têm um efeito pior do que o somatório das reacções destas drogas usadas em separado, disse à Lusa a coordenadora da investigação, Catarina Resende de Oliveira.

O estudo foi iniciado há três anos e envolve uma dezena de investigadores, que procuram descobrir de que modo os opiáceos, nomeadamente a heroína, e a cocaína actuam ao nível do cérebro e a toxicidade que provocam nos neurónios.

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Drogas em geral, Geral, Saúde, Sociedade, Toxicodependência Abril 17th, 2009

Pacote Informativo A Verdade sobre as Drogas

Para aqueles que gostariam de fazer alguma coisa quanto à toxicodependência na sua comunidade, este pacote informativo apresenta um “Manual de Actividades” a detalhar acções precisas que uma pessoa pode fazer para ajudar a criar uma comunidade sem drogas. Incluído está “O Kit de Educação A Verdade sobre as Drogas” com uma série de 10 folhetos educativos sobre as drogas que cobrem os factos sobre a marijuana, cristal devastador, Ecstasy, crack, cocaína, heroína, drogas prescritas e LSD. O kit de educação também apresenta um plano de lições para ser usado pelos educadores. A completar o pacote está um DVD com uma apresentação em vídeo sobre o âmbito do nosso programa de prevenção de drogas internacional. O DVD contém, para além disso, uma série de anúncios de serviço público vencedores de prémios que compelem a juventude a obter os factos que eles precisam para tomarem decisões informadas quanto a manterem-se livres de drogas.

 

Para pedirem gratuitamente este kit cliquem no seguinte url http://www.drugfreeworld.org/store/freekit.html?&locale=pt_PT

Discriminalização de drogas em Portugal surpreende nos EUA

Drogas em geral, Geral, Notícias, Prevenção, Saúde, Sociedade, Toxicodependência Abril 11th, 2009

É um dos mais conhecidos constitucionalistas dos EUA, país onde a política da droga é das mais severas. Analisou o que se passa em Portugal. E concluiu que deve servir de exemplo. A Time e a BBC já pediram para vir ver como era.

Glenn Greenwald poderá abusar da adjectivação no relatório “Descriminalização da droga em Portugal: lições para criar políticas justas e bem sucedidas sobre a droga”. Mas tem o mérito de ter chamado a atenção para o que por cá se faz em matéria de luta contra a toxicodependência. No documento apresentado na semana passada no Cato Institute de Washington, fala de “sucesso retumbante”. E fá-lo comparando Portugal com a Europa e com os EUA.

Desde 1 Julho de 2001 (Lei n.º 30/2000, de 29 de Novembro), a aquisição, posse e consumo de qualquer droga estão fora da moldura criminal e passaram a ser violações administrativas. Desde então, o uso de droga em Portugal fixou-se “entre os mais baixos da Europa, sobretudo quando comparado com estados com regimes de criminalização apertados”. Baixou o consumo entre os mais jovens e reduziram-se a mortalidade (de 400 para 290, entre 1999 e 2006) e as doenças associadas à droga.

Proibido? Sim, mas sem prisão

Porquê? Porque, adianta Greenwald, Portugal ofereceu mais oportunidades de tratamento. E cita peritos que atribuem esta mudança de abordagem à descriminalização. Por partes: consumir continua a ser proibido. Mas já não dá prisão. Quando muito, dá uma multa. Na maioria dos casos, uma reprimenda. E o encaminhamento para o tratamento.

Com isto, mitigou-se aquele que era o principal desafio da luta contra a droga: o receio de procurar ajuda e de, por essa via, acabar na cadeia. O estigma do crime diluiu-se, ao contrário do que acontece em Espanha, por exemplo, onde as sanções são raras, mas passa-se por processos penais, diz o constitucionalista. Por outro lado, resgataram-se recursos que eram gastos na criminalização (em processos e detenções, já que 60% deles envolviam consumidores), canalizando-os para o tratamento. Entre 1999 e 2003, cresceu 147% o número de pessoas em programas de substituição.

Greenwald cita estudos de 2006, segundo os quais a prevalência do consumo desceu de 14,1% para 10,6% (face a 2001) nos 13-15 anos, e de 27,6 para 21,6% nos 16-18 anos. A subida nas faixas etárias seguintes, adianta, não se prende com mais consumo, mas porque os jovens consumidores pré-descriminalização estão hoje mais velhos. Ou seja, se os adolescentes consomem menos, a prazo, menos adultos consumirão.

A análise de Gleen Greenwald estende-se ainda sumariamente à atitude dos vários quadrantes políticos portugueses e ao ambiente político pré e pós-descriminalização. Dá conta de um quase consenso actual, à excepção da Direita conservadora. E regressa aos números para desmontar os cenários de pesadelo previstos antes da lei. O consumo de droga não se generalizou, nem Portugal se transformou num paraíso turístico oferecendo “sol, praias e droga”: 95% dos cidadãos atendidos nas comissões de dissuasão de toxicodependência criadas com a lei (para onde os consumidores são encaminhados pela Polícia) são portugueses. Do resto da Europa, serão à volta de 1%.

Greenwald diz que este caso de sucesso deveria ser tema de debate em todo o Mundo e lamenta que, confrontadas com ele, as autoridades americanas se tenham remetido ao silêncio.

 

Fonte: JN

Toxicodependência: Recluso passa de consumidor a “gestor” da Unidade Livre de Drogas da Cadeia de Custóias

Notícias, Toxicodependência Julho 31st, 2008

*** Texto de António Moura, da agência Lusa ***

Porto, 24 de Julho (Lusa) – Nuno Filipe lembra-se que “não conseguia, por exemplo, falar em público”, acanhava-se, mas as coisas mudaram desde que, há três meses, começou a tratar-se na Unidade Livre de Drogas (ULD) do Estabelecimento Prisional do Porto, em Custóias, Matosinhos.

O seu percurso é um clássico: meteu-se na droga, experimentou quase tudo, arranjou problemas e acabou por ser detido, julgado e condenado.

Nuno, de 29 anos, está preso em Custóias há dois anos. Cumpre ali uma pena de dez anos, “mas ainda não é definitiva”, afirma, porque alguns dos seus “muitos processos” ainda não estão fechados.
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Atraso do instituto da droga ameaça fechar clínica

Drogas em geral, Geral, Prevenção, Saúde, Sociedade, Toxicodependência Abril 27th, 2008

A única clínica de recuperação e tratamento da toxicodependência (CRTT) existente no distrito de Viseu, inaugurada em Julho do ano passado, em Carregal do Sal, corre o risco de fechar as portas sem praticamente ter funcionado.

O problema não está na falta de condições físicas, técnicas e humanas do investimento privado, superior a 1,5 milhões de euros (sem contar os equipamentos), mas na ausência de um protocolo com o Instituto da Droga e da Toxicodependência (IDT), que ajude a viabilizar a unidade através da comparticipação da estadia de utentes sem recursos.

“Não há nenhum compromisso assinado entre nós e o IDT. O que houve, desde o início, foram palavras de estímulo e de incentivo no sentido de virmos a ser uma unidade convencionada. O que nos permitiria tratar e recuperar, a custo zero, os cidadãos mais necessitados”, explicou Rui Cerdeira, administrador do CRTT.

O empresário assume que o empreendedorismo privado tem riscos que os promotores devem assumir, mas reconhece que sem o segmento dos utentes convencionados é difícil manter a estrutura.

“O tratamento e a recuperação de pessoas dependentes de drogas, álcool ou tabaco é muito cara. Em média, fica em 2000 euros por mês. É aqui que reside a importância de termos uma convenção com o IDT, que nos permita receber pelo menos os utentes em listas de espera nos Centros de Atendimento de Toxicodependentes (CAT)”, declara Rui Cerdeira.

O empresário recorda que o CRTT começou a ser idealizado há meia dúzia de anos e contou, desde a primeira hora, com o apoio das organizações públicas.

“Fizemos uma candidatura e fomos apoiados na compra de equipamentos pelo Programa Saúde XXI. O IDT licenciou a unidade e sempre nos acalentou a expectativa de virmos a ser uma clínica convencionada”.

À medida que o tempo passa, com atendimentos “residuais” de utentes, Rui Cerdeira reconhece que a clínica pode fechar sem nunca ter funcionado em pleno.

“Escrevi ao IDT e fui informado que o processo aguarda ‘luz verde’ do Ministério da Saúde. Não sei se poderemos esperar mais tempo. Um dos nossos sócios já foi embora, face a esta situação insustentável, e eu poderei fazer o mesmo. Será com tristeza que fecharemos as portas”, avisa.

O presidente da Câmara de Carregal do Sal, Atílio Nunes, está preocupado. “O responsável do IDT, João Goulão, esteve na inauguração e prometeu que iria estabelecer uma convenção com a clínica. Já lhe escrevi a lembrar a promessa”, disse ao JN.

Localizada em Travanca de S. Tomé, no centro de Carregal do Sal, a clínica de recuperação e tratamento de dependentes de drogas tem capacidade para receber 38 pessoas em regime de internamento 13 na unidade de desabituação e 25 da comunidade terapêutica.

O JN contactou o IDT no sentido de saber em que ponto se encontra o processo. Dificuldades no contacto telefónico com o vogal do conselho directivo, Manuel Cardoso, adiaram a informação.

Fonte: JN

Máquinas de troca de seringas nas prisões

Drogas em geral, Geral, Prevenção, Saúde, Toxicodependência Abril 27th, 2008

O Plano de Acção contra as Drogas e Toxicodependências foi aprovado hoje em Conselho de Ministros, em simultâneo com o Plano Nacional contra a Droga e as Toxicodependências.
Entre as medidas contra as toxicodependências aprovadas está prevista a colocação de máquinas para a troca de seringas usadas por material novo nas prisões e a definição de tempos de espera clinicamente aceitáveis para entrada em programas de tratamento.

No campo da redução de risco, o Plano de Acção, a que a Agência Lusa teve acesso, prevê a identificação de locais prioritários para a instalação de salas de injecção assistida (também conhecidas por ‘salas de chuto’), que deverão ser criadas até 2008, dando cumprimento a legislação de 2001.

É também avançada a intenção de criar um sistema de auditoria técnico-financeira, “interna e externa”, aos programas apoiados pelo Instituto da Droga e da Toxicodependência.

O plano de acção contra a Droga e Toxicodependências prevê também a realização de estudos sobre o consumo de substâncias ilícitas, nomeadamente entre os estudantes do ensino superior e a população militar.

Relativamente ao tratamento, é proposta a definição técnica e consensual de tempos de espera clinicamente aceitáveis para admissões, consultas e programas de tratamento das toxicodependências, o que deverá ser concretizado até ao final do ano.

A reinserção dos toxicodependentes é também abordada pelo documento, que propõe, entre várias medidas, a criação de uma bolsa de empregadores, “de forma a promover a integração de indivíduos no mercado de trabalho” e de um programa plurianual para financiar projectos nesta área.

As acções de luta contra a droga estão igualmente contempladas no Plano de Acção, pretendendo-se “consolidar e reforçar as estruturas de prevenção e investigação do tráfico internacional de estupefacientes instaladas nos aeroportos nacionais”.

O documento propõe ainda a criação de uma base de dados com “informação detalhada” sobre os projectos desenvolvidos pelos vários serviços e ministérios e, como forma de “fortalecer a participação de Portugal” nos encontros internacionais sobre o tema, aponta-se a organização de uma conferência internacional sobre drogas no âmbito da presidência portuguesa da União Europeia.

Fonte: JN

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