Segundo o Dr. Içami Tiba, se existe uma maneira de evitar o uso indevido de drogas, com certeza , está na família e na escola, através da educação anti drogas. Desse modo, a criança aprende, dentro de casa e depois na escola, a cuidar bem de si mesma, a respeitar-se como é, sem ter de usar drogas para se valorizar ou se auto-afirmar perante os outros. Além disso, ter consciência de que seu corpo não é uma lata de lixo onde se introduzem drogas, nem num laboratório químico que tudo precisa experimentar.

Abaixo, um texto extraído sobre como a comunidade e os pais devem actuar no combate ao uso de drogas:

01. Abordagem precoce – Uma escritora americana, Peggy Mann, escreveu um livro ontológico, cujo título no original é Twelve is too old (Doze anos já é tarde). Segundo a autora, deve-se começar a educar sobre as drogas mesmo as crianças de 9, 10 e 11 anos. As melhores escolas do país trabalham questões como sexo e drogas logo nas 5ªs séries. Quanto mais cedo for iniciado o ensino, melhor.

02. Programas educativos – Colaborar para estabelecer programas educativos permanentes sobre drogas nas escolas, ou mesmo fora delas. Tais programas devem ser destinados a crianças, adolescentes, jovens e adultos. Esses programas devem visar, inicialmente, à capacidade humana no sector, isto é, antes de educar nossos filhos, precisamos educar pais e mestres. É necessário formar multiplicadores para tal trabalho educativo.

03. Mobilização da comunidade – Mobilizar a comunidade para participar do projecto. Cada pai ou líder comunitário deve empenhar-se para a execução dos debates e palestras sobre o assunto, principalmente aqueles que visam à orientação de leigos.

04. Levantamentos estatísticos – Levantar a extensão do problema. A aplicação de questionários sigilosos, após palestras, conferências, cursos e aulas sobre drogas é uma boa medida. Os questionários devem ser preparados por especialistas neutros que não estejam envolvidos com o programa, para se evitar erros ou omissões e devem ser feitos de maneira a preservar rigorosamente o anonimato. Não devem ser aplicados aleatoriamente, mas após orientações correctas e adequadas do público alvo, procurando-se captar sua confiança para se obter respostas sinceras e confiáveis.

05. Oferta de novas actividades – Ampliar e diversificar as oportunidades, promovendo ocupações e lazer onde a droga não tenha lugar. Nesse sentido, é importante oferecer uma gama variada de actividades desportivas, recreativas, culturais, científicas, serviços à comunidade e outros. Estimular a imaginação criadora das crianças, adolescentes e jovens, apoiando-os nessas iniciativas, é outra excelente opção.

06. Estabelecimento de metas – Estabelecer metas realistas e humanamente viáveis. Por exemplo, pode-se estabelecer como uma das metas o uso corretor dos tranquilizantes sob orientação médica, como armas terapêuticas valiosas nos casos em que são bem indicados, e não querer eliminá-los simplesmente da terapêutica. Outro exemplo, é lutar para que os pais não ofereçam bebidas alcoólicas ou cigarros aos seus filhos, e não querer torná-los (os pais) totalmente abstémios.

07. Incentivo à formação de profissionais – Arregimentar (nos programas ou campanhas de prevenção) profissionais com formação especializada (médicos generalistas, psiquiatras, psicofarmacologistas, psicólogos, assistentes sociais, farmacêuticos, bioquímicos) ou pessoas com habilitação básica em saúde, educação, serviço social e áreas afins. É importante salientar que deve ser utilizada uma linguagem próxima do público alvo.

08. Cursos de preparação – Organizar cursos de extensão, congressos, seminários, simpósios, cursos de férias, cursos de especialização e outros nas diferentes áreas do abuso de drogas, a fim de preparar multiplicadores e adquirir recursos humanos no sector.

09. Estabelecimento de programas – Estabelecer, com realismo, os programas a serem cumpridos de modo que possam atingir realmente a população alvo. Por exemplo, não podem ser idênticos os programas destinados aos menores de rua (onde o uso mais comum é o de solventes voláteis – cola de sapateiro e outros) e programas dirigidos aos alunos de escolas particulares (onde geralmente é mais comum maconha e anfetaminas, e algumas vezes a cocaína). Isto sem falar nas profundas diferenças socio-económicas dessas populações-alvo.

10. Mobilização da opinião pública – Mobilizar a opinião pública através de encontros, jornadas, seminários, concursos de slogans, cartazes, temas, frases, mensagens. Principalmente, junto aos jovens. O objectivo de tais empreendimentos é destacar a gravidade do problema e retratar suas repercussões no meio social. Este tipo de prevenção é, tecnicamente, chamado de prevenção primária e, segundo a Proposta para uma Política Nacional de Drogas, elaborada pelo Conselho Federal de Entorpecentes em 1992, tem a finalidade de: a) antecipar-se ao início da experiência do uso de drogas, experiência essa – vivenciada em diferentes planos – do grupo familiar, da comunidade escolar, do meio profissional e do virtual usuário; b) atalhar o aprofundamento do uso experimental; evitar problemas decorrentes do uso de drogas; o abuso e a dependência, que são efeitos primários, e os efeitos secundários. Antes de continuar, vamos conhecer os factores de risco que a Organização Mundial da Saúde (OMS) definiu para considerar uma pessoa mais propensa ao uso de drogas: sem adequadas informações sobre os efeitos das drogas; com uma saúde deficiente; insatisfeita com sua qualidade de vida; com personalidade deficientemente integrada; com fácil acesso às drogas. Em contrapartida, a pessoa com menor possibilidade de utilizar drogas seria aquela: bem informada; com boa saúde; com qualidade de vida satisfatória; bem integrada na família e na sociedade; com difícil acesso às drogas.


Comentários

  1. 1
    rute quiterio
    Janeiro 11th, 2009 em 19:51

    mas mtas das vzs quem sao os culpados dos consumidores sao os pais!!

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  2. 2
    Inês
    Fevereiro 20th, 2010 em 16:42

    @rute quiterio:
    nao concordo, eu sei ke muitas das vezes o pessoal mete-se nas drogas devido a separação dos pais, discussoes, pelos pais lhes baterem… mas os culpados nao sao eles, os culpados somos nós ke nos metemos com mas companhias ou somos mas companhias!!! nao sao os nossos pais ke nos obrigam a consumir droga, nós já temos de ter consciencia do ke fazemos e as consequencias!

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  3. 3
    marcia
    Abril 14th, 2010 em 2:15

    com certeza são as companhias, que aquele que não tem opnião , propria logico que bem orientado, não usa não se prejudica com o amigo e escolas púlicas .

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  4. 4
    vitra
    Maio 2nd, 2010 em 16:12

    drogas leves, podemos tratar por pólen, a minha duvida é, depois de deixar de fumar, quanto tempo para não acusar nada em exames?
    uma pessoa que fumava diariamente?
    e, uma pessoa que fumou uma vez?

    pf, poderia explicar-me…
    trabalho da escola em que o professor diz que a minha resposta encontra-se errada…
    fico a espera de algo…

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  5. 5
    Lis
    Maio 22nd, 2010 em 17:20

    O Artigo está perfeito, muito bom, mas o problema é que não consta de bibliografia. No meu caso como preciso para fazer um trabalho não posso aproveitá-lo.

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